7 dicas para lidar com pessoas

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Há alguns dias tive a oportunidade de ler um artigo em Telles SAVEPOINT que é inspirado em outro artigo do Insano Mundo de Jack, esse por sua vez é um complemento de um artigo do br-net.org que é uma tradução do artigo do Geeks are Sexy.

Não seja repetitivo – Quando estiver conversando com pessoas de uma área profissional específica, evite ficar o tempo inteiro falando apenas sobre isso, algumas pessoas adoram falar sobre seu trabalho, outras gostam de limitar o assunto ao seu horário de trabalho, cabe a você sentir se a pessoa realmente deseja falar sobre isso.

Evite parecer um chato – Não exagere no número de favores (entenda-se por favor um trabalho não remunerado) que pede a uma pessoa. Pense que se seu amigo é um açougueiro é normal ele querer pagar a carne quando se faz um churrasco mas você não pode pedir para o açougueiro cunhado da irmã da sua amiga que te de a carne de graça.

Não crie mais inimigos, você já tem o bastante – As pessoas não gostam de ser chamadas de incompetentes e preguiçosas, embora a maioria de fato o seja, elas no entanto não se vêm assim. Isso quer dizer que se seu colega passa a maior parte do tempo tomando café, paquerando a secretária ou usando o computador da empresa para entretenimento pessoal, você não deve dizer isso a ele.

Tente ser claro – Quando se pede ajuda ou mesmo se tenta explicar um problema a uma pessoa, procure ser claro, as vezes quando ela não é da sua área de atuação fica um pouco mais complicado, tente explicar que você não sabe descrever o problema corretamente e vá ao longo da conversa perguntando os nomes. “Deu aquele negócio lá naquela coisa” não quer dizer absolutamente nada, tente substituir o nome da doença que não sabe pelos sintomas da mesma quando falar com um médico, quando falar sobre informática substitua o nome do programa que não sabe pela funcionalidade dele, o mesmo vale para qualquer área que não domine.

Não seja arrogante – Podemos dizer que essa é o outro lado da dica 4, muito comum a advogados e pessoas ligadas a TI. Numa conversa com uma pessoa que não é da sua área você não precisa mostrar que sabe mais do que ela. Um advogado não precisa dizer “Segundo o artigo número… do artigo… que normaliza… é … no momento em que… correndo o risco de… sob…”, isso pode ser substituído por um “Na lei há um artigo que diz que você pode/deve/tem o direito de”. Um profissional de TI pode trocar o “No momento estamos executando… denormalizando a… para otimizar o… da namespace… na base de…” por um simples “estamos fazendo alterações para melhorar a velocidade da aplicação”. Por outro lado você não precisa dizer “Abra a aplicação utilizada para navegar na internet”, você pode usar “Abra o navegador”. A regra é simplificar, usar o menor número de palavras.

Seja grato e educado – “Por favor” e “obrigado” devem ser usados com freqüência. Ao invés de criticar o mal feito e ignorar o bem feito, tente inverter as coisas, elogie o bem feito e ignore o mal feito. O efeito é quase o mesmo mas no segundo caso faz você parecer mais cordial e educado. Então elogie quando sua mãe ou esposa fizerem aquele jantar gostoso e simplesmente não digam nada quando estiver ruim, elogie quando o “boy” da empresa entrega algo em tempo e simplesmente diga um seco obrigado quando ele atrasar.

Pessoas são, pessoas – Essa é na minha opinião a mais importante, quando você diz que usuário faz isso, paciente faz aquilo, comprador aquilo outro você está se colocando na maioria das vezes como alguém acima deles. O uso de “na maioria das vezes” ou “algumas vezes” também ajudam a deixar claro que você não está falando de todos as pessoas de um segmento.

Quando li o artigo do Telles senti algo estranho sobre a forma como ele falou de desenvolvedores, até passou por minha cabeça escrever um “7 dicas para um DBA lidar com desenvolvedores”, na minha carreira como desenvolvedor sempre tive os DBA’s e administradores de sistemas como os mais arrogantes profissionais de informática, no entanto tanto o Telles quanto o Jack são exatamente o contrário, são caras legais e ponderados. Comecei então refletir sobre o assunto e percebi que os desenvolvedores também tem o mesmo problema, não acho que seja o meu caso, nem você (qualquer que seja a sua área de atuação), o fato é que percebi que é mais fácil olhar o defeito dos outros.

Você não pode reclamar do “Deu um pau gozado no meu computador” e dizer ao médico que “está com uma dor estranha”, nem reclamar dos métodos de uma pessoa de outra área sem entender como é o trabalho dela.

Convido então meus amigos a escreverem sete novas dicas, dessa vez da seguinte forma, tenham como base o melhor dos usuários ou desenvolvedor e imaginem as dicas para o pior dos DBA’s ou administrador de sistemas. Eu também vou dar minhas dicas para os piores desenvolvedores num cenário com os melhores usuários ou DBA’s.